Contos do Absurdo #4

 

 

Criar HQs de autor não torna obrigação fazer histórias do tipo “olhando o pôr-de-sol” nem “cenas da vida”.

Nada contra elas, diga-se de passagem. Mas é como o próprio nome diz: o que define esse tipo de história é o autor, não o gênero nem estilo.

Uma HQ de terror, ficção científica, policial, fantasia, mangá, infantil, super-herói ou até erótica pode ser feita com tanta criatividade, significado e paixão quanto outra mais intimista ou cotidiana. Estão aí feras como Alan Moore,Hayao Miyazaki, Charles Schultz ou Guido Crepax que não me deixam mentir.

Nesta edição, juntam-se a nós dois mestres que nunca foram queridinhos dos acadêmicos nem têm pretensões de derrubara cultura de massas. Mas são autores em tudo que interessa,duas referências incomparáveis no que fazem: os dois maiores

ícones do terror nacional, Zé do Caixão e Toninho do Diabo, reúnem-se pela primeira vez numa revista em quadrinhos. A Contos passa a ser editada pela Publigibi, mas os fãs de primeira hora podem ficar tranquilos que o criador do site, nosso amigo Mário Mancuso, continua envolvido e colaborandocom o projeto.

E, se isso ainda é pouco, teremos entrevista com a nova‘Musa Nerd’ do Brasil, a cineasta Fabiana Servilha, dospremiados curtas “Vontade” e “Estrela Radiante”, HQ doaclamado Bira Dantas e a estreia de um novo personagem,o Anjo Industrial, criado pelo artista performático Hernestro Vincent, do “Casos de Família” do SBT e desenhado pelo promissor jovem artista Daniel Lucavis.

Contos do Absurdo não é uma revista sobre as angústias existenciais do ser humano ou as mazelas do cotidiano... Ou talvez seja. Mas falamos dessas coisas usando zumbis, lobisomens, demônios, etc. Para citar outro grande autor dos quadrinhos,Neil Gaiman, até certo ponto toda ficção é fantasia, “reinventa” a realidade. E só a ficção tem o poder de concretizar tudo que nossa imaginação concebe.

Junte-se a nós em mais uma jornada ao estranho, ao surreal e ao bizarro. Talvez, em meio a essas fantasias macabras, você reconheça um pouco de si e do mundo e reflita sobre isso... Se não, tem monstros, sangue e peitinhos.

Que somos autores, mas não somos de ferro.

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Alexandre Winck

Editor

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