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Contos do Absurdo


OS FATOS DA LENDA

 

A lenda do lobisomem, nas suas variadas formas, é uma das mais antigas da humanidade, com origem na Grécia Antiga.  O nome licantropo vem do rei mítico Licaão (ou Lycaon) da Arcádia. Segundo As Metamorfoses, de Ovídio, esse rei teria servido a carne de um bebê humano a Zeus, que o puniu transformando-o num lobo.

 

Mas a lenda do lobisomem como a conhecemos hoje tem suas origens na Europa do Século XVI. Um homem é mordido por um lobo em noite de lua cheia. Desde então, sempre que a Lua entra nesse estágio, ele passa a se transformar numa criatura com traços mistos de humano e lobo. Se esse monstro morder outra pessoa, passará a maldição adiante. Somente uma bala ou outro objeto de prata consegue matar o lobisomem.

 

No Brasil, o mito chegou trazido pelos colonizadores portugueses. Principalmente no sertão nordestino, a lenda ganhou suas próprias versões. Numa das mais conhecidas. O sétimo filho homem de uma mesma família será amaldiçoado a se transformar ao crescer. Há outra versão em que o lobisomem é o filho homem que nasce depois de sete meninas.

 

Para a ciência, existe a Licantropia Clínica. É uma síndrome psiquiátrica rara em que a vítima tem a ilusão de que já se transformou ou está no processo de se transformar num animal - não necessariamente um lobo .  O paciente chega a imitar comportamento bestial, rosnando, rastejando, etc.

 

Você não precisa acreditar em lobisomens para apreciar estas histórias. Pode ver “Fim da Noite” como uma lírica homenagem a um dos maiores poetas do Rock. Apreciar a sabedoria e arte do “Lobo Ancestral” de Edgar Franco ou a nova saga “Sang Canin”, de André Martuscelli do Amaral..

 

Talvez a lenda simplesmente represente o lado animal, nossos instintos primordiais, os melhores e os piores. Ou, como dizia Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do próprio homem”.

Alexandre Winck

Editor

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